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A pedido de vários leitores do blog decidi publicar o documento do acordo de Portugal FMI - Troika traduzido em português pelo Ministério das Finanças. Clique no botão ler mais, para ver o documento online e descobrir o futuro de Portugal.

O índice ISEG atingiu neste mês de Maio o seu valor mais baixo de sempre (o primeiro valor do índice data de Setembro de 2004).

E a descida foi significativa em relação ao mês anterior, confirmando uma tendência pessimista entre os membros do painel, pese embora alguma diminuição do consenso entre os membros do painel no que diz respeito à avaliação da conjuntura.

Até final do ano haverá um reforço substancial da oferta em termos de casas para arrendar no país. A tendência, mais forte em Lisboa e Porto, provocará uma queda no valor das rendas. Nelson Andrade, administrador da Escola Superior de Actividades Imobiliárias estima essa quebra em 20% até ao final de 2012.

A Fitch considera que o perfil de risco dos bancos portugueses depende cada vez mais da ‘performance’ da dívida pública de Portugal.

Num relatório divulgado hoje a agência de ‘rating' diz que o desempenho financeiro dos maiores bancos portugueses "vai depender largamente da evolução da dívida pública de Portugal".

Olli Rehn considerou hoje, em Estrasburgo, que o apoio a Portugal significa um "virar de página" na crise das dívidas soberanas.

No debate no Parlamento Europeu sobre os últimos desenvolvimentos das crises das dívidas públicas europeias Olli Rehn defendeu que o programa de assistência financeira a Portugal "merece o apoio da UE e do FMI", sendo "justo e necessário", apesar de "exigir o esforço do povo português".

O aumento dos impostos sobre o património tem um reverso da medalha que é o de incentivar o mercado de arrendamento.

Os próximos anos vão obrigar as famílias a apurar a sua ginástica orçamental.

As medidas acordadas com a ‘troika' para que Portugal obtenha os 78 mil milhões de euros, de que precisa para sair do actual estrangulamento financeiro, arriscam-se a deixar muitos contribuintes com falta de ar. Os gastos com a habitação vão subir, o acesso à saúde ficará mais caro, os desempregados terão um apoio mais reduzido. Estas são apenas algumas das medidas mais duras. Conheça o resto.


“Quando eu ouço dirigentes da oposição dizerem que o FMI virá mais tarde ou mais cedo, que é inevitável a ajuda externa ao nosso país, eu quero dizer-vos francamente que há limites para tudo”.


A Finlândia deve aprovar o pacote de ajuda da União Europeia e do FMI a Portugal nas próximas 48 horas.

Fonte governamental finlandesa adiantou à AFP que a Finlândia deve aprovar o plano de ajuda financeira a Portugal nas próximas 48 horas, apesar da oposição do partido nacionalista dos "Verdadeiros Finlandeses".


No dia em que a 'troika' apresentou o programa de resgate a Portugal, um dos directores explicou os detalhes ao Económico.

Em entrevista ao Económico, Poul Thomsen, o director do FMI responsável pela missão de resgate a Portugal, adiantou que o empréstimo de 78 mil milhões de euros que estará prestes a ser aprovado para libertar a economia portuguesa dos actuais estrangulamentos financeiros terá um período de maturidade de 13 anos.

O custo do resgate de 78 mil milhões a Portugal foi um dos temas fortes da conferência de imprensa da ‘troika’.

Poul Thomsen, chefe da delegação do FMI, foi o primeiro a avançar com números: Portugal pagará uma taxa de juro de 3,25% nos primeiros três anos e 4,25% a partir do quarto ano.


Enquanto garantem em Lisboa que Portugal adopta programa "duro", Rehn e Strauss Khan enviam gesto aos mais pobres.

Numa declaração conjunta, o comissário Olli Rehn e o presidente do FMI, Dominique Strauss Khan, expressam um "forte apoio" ao pacote adoptado em Lisboa pelo Governo e dizem apoiar claramente a intenção das autoridades em proteger os grupos mais vulneráveis", reconhecendo o "esforço que se pede ao povo português".

Tabaco e veículos são os alvos de novos aumentos de impostos da troika.

Deverão igualmente ser revistas todo o tipo de excepções actualmente existentes ao nível dos automóveis, tais como taxas reduzidas que o Imposto sobre Veículos (ISV) permite. Aumentos ficam indexados à inflação. O agravamento destes impostos específicos sobre o consumo (IEC) garantirá ao Estado, em 2012, mais 250 milhões de euros.

O Diário Económico teve acesso ao memorando de entendimento fechado entre o Governo e a 'troika' com todas as medidas de austeridade. 


Faça download do documento PDF aqui


O acordo entre o Governo e a ‘troika’ prevê a subida do IMI e uma redução da isenção do imposto. No entanto, o IMT deverá descer.

Os proprietários de casa vão ter a vida dificultada. De acordo com o memorando de políticas económicas e financeiras acordado entre Governo e a ‘troika' a que o Diário Económico teve acesso, além da retirada gradual da dedução das despesas com a casa no IRS, o IMI vai subir. A isenção de IMI - que varia actualmente entre os quatro e oito anos - será "consideravelmente reduzida até ao final de 2011". A boa notícia é que prevê-se uma redução do IMT - imposto pago aquando da compra da casa.

PEC IV já previa cortes nas pensões, mas acima de 1.500 euros. 'Troika' vai impor metas mensais.

O plano de austeridade da 'troika' vai alargar os cortes nas pensões previstos no PEC IV. O documento do Governo falava em cortes em todas as reformas acima dos 1.500 euros, mas, segundo apurou o Diário Económico, na mesa de negociações está agora a proposta de um corte em todas as reformas acima dos 600 euros. Bruxelas e FMI vão também exigir metas mais rigorosas de execução orçamental.


No Blog Concorrência Perfeita, coluna de opinião de opinião do Diário Económico, escrito por António Costa, pode encontrar o seguinte artigo interessante sobre o FMI.

Vêm aí tempos difíceis para os portugueses, particularmente para os que dependem directamente do Estado. Dos funcionários públicos aos beneficiários de prestações sociais, dos desempregados aos empregados políticos, são mais de três milhões os que serão directamente afectados, no curto e médio prazos, pelo PEC V, mais um plano de austeridade para cortar na despesa pública. Mesmo assim, o FMI é uma oportunidade única, como foi a intervenção em 1983.


A economista que chefiou a delegação do FMI em Portugal em 1983 diz que “desta vez a intervenção terá de ser mais abrangente”.

Teresa Ter-Minassian admite que Portugal precisa de um ajustamento das contas públicas "prolongado", mas remete para os colegas que estão em Portugal as medidas a adoptar, não afastando a hipótese de um novo aumento dos impostos. Em entrevista ao Diário Económico, a economista que chefiou a missão do FMI que esteve em Portugal em 1983 reconhece, contudo, que "desta vez a intervenção terá de ser mais abrangente". A antiga conselheira do director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, sublinha que ao contrário do que se possa pensar, o FMI "nunca vai com receitas pré-definidas para um país".


O FMI está disponível para negociar as condições da ajuda a Portugal "durante o tempo que for necessário".

"As negociações prosseguem e vão continuar durante o tempo que for necessário", afirmou David Hawley, porta-voz da instituição, numa conferência de imprensa.


Teresa Ter-Minassian diz que muitos dos problemas que Portugal tinha em 1983 “ainda são relevantes”.

A economista que chefiou a missão do FMI em Portugal há 28 anos considera que os actuais problemas do país "não são assim tão diferentes" da realidade de 1983. Contudo, os instrumentos para os enfrentar terão de ser outros. Teresa Ter-Minassian, em entrevista telefónica ao Diário Económico, defende que é mais "é mais fácil negociar com um país onde existe um claro consenso político", mas garante que o FMI "tem sido capaz de lidar com países em transições políticas", dando como exemplo o Brasil. "O que o FMI tenta fazer é falar com um largo número de responsáveis políticos e tenta conseguir uma garantia razoável de que o for acordado agora será cumprido pelo Governo seguinte".