Ir de férias em tempos de crise não é impossível. Conheça as promoções, as alternativas e os melhores destinos.

Crise é a palavra de ordem, mas quando o calor aperta e convida a uns mergulhos os portugueses tendem a não prescindir de uns dias de férias de Verão. Para que a falta de dinheiro não seja um impedimento, as alternativas mais económicas são a solução. Além disso, as agências de viagem apostam em pacotes promocionais para os destinos mais apreciados nesta época do ano.





A agência Soltrópico garante: "Queremos fazer parte da solução e não do problema." Cabo Verde, Croácia, Brasil e Marrocos continuam a ser os países com maior procura no Verão, garante Tiago Rodrigues, da Soltrópico. A agência lançou este ano uma campanha chamada Férias PEC (Para Esquecer a Crise), na qual sugere a todos os portugueses que aproveitem para partir para "alguns destinos próximos e ao mesmo tempo afastados do actual clima nacional de instabilidade". Com o mote "Não nos incomodem com a crise. Estamos de férias", a operadora turística propõe viagens a Cabo Verde e Marrocos, à Croácia, ao Brasil ou ao Dubai.

Depois de um interregno de cinco meses, o operador turístico regressou com as propostas de férias no Egipto e na Tunísia. "A crise política no país levou-nos a prescindir de dois dos países com mais procura, mas agora consideramos que estão reunidas as condições de segurança nesses lugares", acrescentou Tiago Rodrigues.

A Top Atlântico também apostou em campanhas promocionais durante os últimos meses, até porque "a procura apresenta um ritmo inferior ao do ano passado e um aumento crescente de decisões de última hora", garante ao i fonte da agência de viagens.

Os destinos mais procurados pelos portugueses continuam a ser os mais tradicionais: Cabo Verde, Caraíbas, Brasil. Algarve, Madeira e Açores, apesar de este ano ainda não terem destinos esgotados.

Em território português, as promoções vão dos fins-de-semana no Fundão às semanas de praia em Tróia. A nível internacional, as ofertas são dirigidas ao continente africano, com viagens a Cabo Verde a partir de 509 euros ou a São Tomé por 939.

No site da Halcon Viagens é possível ainda aproveitar as viagens com venda antecipada. "Reservar antes tem mais desconto", garantem no portal da agência de viagens. Formentera, Ibiza e Maiorca são alguns dos destinos aconselhados.

Crise Mais de metade dos 400 inquiridos num estudo do site de reservas Hotel.com revelam que a crise económica vai afectar as férias deste ano. No entanto, quase metade mantém a intenção de fazer férias no estrangeiro.

O estudo "Férias fora de Casa 2011", da Marktest, revela que, dos 400 inquiridos, mais de 30% dizem que a crise vai afectar as férias, tornando a estada mais curta, enquanto cerca de 4,9% assumem que não vão sequer fazer férias ou não vão sair de casa.

Um estudo mais abrangente, e também mais alarmante, mostra que praticamente dois terços dos portugueses não vão fazer férias de Verão. A falta de dinheiro é o principal motivo apontado por 63,8% dos inquiridos pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo. Dos que admitem parar nesse período, 76% garantiram que ficarão em Portugal, enquanto outros 13% elegem o continente europeu como destino.

Turismo Apesar da instabilidade nacional aos olhos dos estrangeiros, Portugal mantém-se como um destino de topo. Prova disso são os dados relativos aos lucros ligadas ao turismo: os turistas estrangeiros deixaram em Portugal receitas de 1924 milhões de euros nos primeiros quatros meses de 2011. Todos os mercados estratégicos contribuíram para o crescimento das receitas até Abril, com destaque para a França, o Reino Unido - um dos que mais se destacaram em dormidas e receitas.

Segundo o Barómetro Academia do Turismo, do IPDT, o Verão vai manter-se como uma boa altura para o turismo. Sete de cada dez dos operadores turísticos inquiridos acreditam que o volume de proveitos dos mercados internacionais vai ser "melhor", ou pelo menos "igual", ao registado em 2010.

Fonte:  iSabe