O grupo Pestana, a maior cadeia hoteleira portuguesa, assina o último grande empreendimento na península.

O último grande empreendimento da Península de Tróia já está a ganhar forma e, dentro de cerca de um ano, estará pronto a usar - pelo menos a primeira fase do projecto, que inclui 63 casas, duas piscinas, SPA e um campo de ténis. A assinatura é do grupo Pestana, vai chamar-se Tróia Eco Resort & Residences e terá a sustentabilidade como principal característica.




As casas, de apenas dois pisos (rés-do-chão e primeiro andar) serão em madeira e modulares, ou seja, vêm emblocos pré-montados, sendo apenas necessário agregá-los, e estarão assentes sobre estacas, não provocando a impermeabilização do solo. Além disso, a envolvente ficará "com a areia e a vegetação típica do local", explicou o administrador do grupo Pestana, José Roquette, ao Diário Económico. "Se colocássemos aqui relva, desvirtuava a paisagem e, além disso, era preciso muita manutenção, o que significa que o condomínio iria aumentar", adiantou.

A única desvantagem é que nenhuma destas moradias terá vista para o mar, apesar de a praia estar a apenas 300 metros de distância, ou seja, a cerca de sete minutos a pé. Isto porque o Pestana Tróia Eco Resort and Residences está a ser construído junto de uma reserva ecológica e para a proteger todas as construções vão ter de ser feitas a 300 metros da praia. Uma situação recorrente em Tróia e que abrange todos os empreendimentos da zona.

Aliás, é por isso que haverá muito pouca construção para a área total que o empreendimento ocupa. Em cem hectares (o equivalente a cem campos de futebol), serão apenas construídas mil camas distribuídas por um aparthotel de 150 unidades T2 e t2+1, 70 ‘townhouses' de 120 metros quadrados (m2) e 77 moradias de 300 m2 em terrenos que podem ter até 2.500 m2.

Um projecto a dez anos

A primeira fase deste empreendimento ficará pronta já em Junho de 2012 mas, como é habitual em ‘resorts', este é um projecto a desenvolver durante os próximos dez anos e que, curiosamente, arrancou com as casas em vez de começar pelo hotel.

"Decidimos avançar com o hotel na segunda fase, porque não quisemos impôr a nossa visão e notámos que há mais procura residencial que hoteleira", justificou José Roquette. "E essa opção está a revelar-se muito útil, porque vamos poder configurar o hotel para o que as pessoas querem e pedem nas moradias. O que estamos a fazer agora vai servir de inspiração para o hotel", reforçou. No entanto, está já definido que o aparthotel terá uma gestão típica de ‘resort'. "Somos obrigados a colocá-lo à exploração turística, mas não queremos obrigar o comprador, por isso é ele que decide se quer ou não colocar a sua casa para arrendar", disse o gestor.

Moradias estão quase todas vendidas

Outra das razões que levou o Pestana a avançar primeiro com a construção das casas foi o facto de Tróia ainda ter "alguns problemas de sazonalidade" , disse José Roquette. A verdade é que, aquela que é a nova Tróia ainda não se afirmou junto do público, até porque os projectos já concluídos - da Sonae e da Amorim - ainda são recentes.

Contudo, na venda de casas, a situação é a oposta. O Diário Económico visitou o local e, em apenas uma hora, o ‘stand' de vendas do Pestana Tróia Eco Resort & Residences, recebeu a visita de quatro potenciais compradores. Até ao início de Abril, 80% das moradias e, pelo menos, sete lotes de terreno estão vendidos, afirmou Francisco Sottomayor, responsável do departamento de promoção da CB Richard Ellis, que está a comercializar o empreendimento.
 

Os outros projectos da Península

Sonae - Tróia Resort
O Tróia Resort é o principal projecto da Península. A Sonae é a empresa que detém a maior parte do projecto de transformação daquele que, no final dos anos 1990, era um projecto turístico acabado. À empresa de Belmiro de Azevedo cabe um investimento de 450 milhões de euros, dos quais 300 milhões já foram aplicados. No total são 622 casas que já se encontram concluídas - a maioria já está vendida.

Amorim - Tróia Design Hotel e Casino
A outra parte do projecto de Tróia pertence ao grupo Amorim, mais precisamente à Amorim Turismo. A empresa investiu cem milhões de euros na construção do Tróia Design Hotel, que abriu em Julho de 2009, do casino de Tróia e de um centro de espectáculos, que inauguraram a 1 de Janeiro de 2011. O hotel tem 61 quartos de luxo e ainda 144 apartamentos de luxo com tipologias T0 a T3 que custam 695 mil euros.

Fonte: Economico