Descubra algumas das soluções à disposição dos investidores mais agressivos que valorizam ao ritmo da inflação.

Os primeiros activos que, na carteira dos investidores, mostram a subida da generalidade dos preços são os bens de primeira necessidade, como é o caso do trigo, do milho e da soja, porque estão na base de todos os produtos alimentares. O mesmo sucede com o algodão e a lã, muito utilizados na elaboração das peças de vestuário.



No mesmo sentido seguem os materiais preciosos como o ouro e a platina que, dada a sua escassez, são sempre encarados pelos investidores como activos refúgio para ultrapassar tempos de crise, dada a sua capacidade de protecção contra o efeito corrosivo da inflação e da desvalorização do dólar. Como a onça de ouro e platina são cotadas em dólares, o seu preço sobe sempre quando o valor da moeda norte-americana desliza e a inflação aumenta.

No mundo das acções nacionais também há "vencedores inflacionistas". São os casos dos títulos da Galp e da EDP. Em ambos os casos, as acções revelam uma grande correlação com a subida do índice de preços do consumidor (IPC). No caso da EDP, esta relação é de tal ordem espectacular que, nos últimos seis anos e meio, sempre que o Instituto Nacional de Estatística revelou um incremento de 1% da inflação mensal as acções da eléctrica nacional valorizaram, em média, 8%.

Estes são alguns dos activos que acompanham de perto a subida de preços. Para os investidores com um perfil de risco mais agressivo e dispostos a tomarem posições para um prazo nunca inferior a três anos, os fundos de investimento que seguem a evolução dos preços destes activos podem revelar-se numa boa solução. Descubra dois desses exemplos que prometem acumular ganhos para a sua carteira ao ritmo que o seu orçamento familiar vai sendo comido pelo efeito destruidor da inflação.


Dois fundos À prova da subida de preços

CAAM Euro Inflation Bond
O objectivo do fundo do Crédit Agricole Asset Management consiste em oferecer uma rendibilidade em linha com a taxa de inflação da zona euro. Na prática, o CAAM Euro Inflation investe no mínimo dois terços dos seus activos numa selecção de obrigações indexadas à inflação europeia e/ou à inflação de qualquer país-membro da Eurolândia emitida ou garantida por um país-membro da UE ou por organizações públicas ou privadas de um país-membro da UE (com notação mínima de AA). Nos últimos 12 meses este fundo apresenta uma rendibilidade líquida de 3,85%.

PowerShares DB Agriculture
Com o objectivo de replicar a evolução da subida do preço dos bens alimentares, o Powershares DB Agriculture agrega um conjunto de contratos de futuros dos mais líquidos bens agrícolas como milho, açúcar, café, cacau e ainda cabeças de gado. Na ficha técnica do produto lê-se que se trata de "um fundo especulativo que envolve um elevado grau de risco". Nos últimos 12 meses este fundo cotado na bolsa de Nova Iorque registou uma rendibilidade, em euros, superior a 30%.

Fonte: Económico