A Fitch considera que o perfil de risco dos bancos portugueses depende cada vez mais da ‘performance’ da dívida pública de Portugal.

Num relatório divulgado hoje a agência de ‘rating' diz que o desempenho financeiro dos maiores bancos portugueses "vai depender largamente da evolução da dívida pública de Portugal".





"Os receios em relação à dívida pública de Portugal e as fracas perspectivas económicas combinadas com os múltiplos cortes ao ‘rating' de Portugal levaram, na opinião da Fitch, a uma maior correlação entre a evolução dos indicadores da dívida pública do País e os riscos associados aos bancos", refere a agência de ‘rating' no documento.

A Fitch nota ainda que o sucesso da implementação das medidas definidas no programa com a ‘troika', contrapartida do empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros, "vai largamente influenciar as perspectivas económicas de médio prazo e a confiança dos investidores na dívida e no sistema bancário" português.

A Fitch recorda que essas medidas serão introduzidas por um novo governo depois das eleições de 5 de Junho, "o que constitui um desafio". A agência de 'rating' acredita que os bancos portugueses vão conseguir continuar a aumentar os seus activos líquidos e, ao mesmo tempo, desalavancar os balanços, sendo que uma das soluções para cumprir as necessidades de financiamento é vender activos.

Contudo, a agência de 'rating' alerta que as novas exigência de capital, de um mínimo de 9% este ano e 10% em 2012 para o rácio core Tier 1, impostas pela 'troika', vão forçar os bancos a encontrar formas para aumentar os seus rácios se quiserem evitar recorrer aos mecanismos de ajuda disponíveis dentro do acordo celebrado UE e FMI.

Fonte: Económico