O valor de uma casa é apenas o início de um conjunto de gastos que vai ter de enfrentar com a seu novo lar. Se for uma casa velha, nem se fala. Lisboa está cheia delas. Grandes, com uma bela arquitectura, mas primeiro que fiquem “um must”, vai ter de gastar muito… Mas não é só isso.





1 – Faça um cálculo de quanto pode adiantar. Dada a actual conjuntura, a maioria dos créditos à habitação exige que o cliente disponha de uma percentagem do valor da compra (varia consoante a instituição de crédito). Se ainda não os tem, comece já a poupar. Queria a casa para hoje? O melhor é tirar daí o sentido e pensar nisso daqui a um ou dois anos, quando já tiver amealhado mais uns trocos. Compre um daqueles mealheiros em forma de porquinho.

2 – Tenha em conta os custos com o fecho de contrato compra e venda. Normalmente, são 2% a 3% dos custos totais da compra.

3 – Adicione a comissão da agência imobiliária e do vendedor. Só depois destes acordarem um valor para a casa, é que lhe o informam. É normal que a proposta que lhe fizerem, já venha com uma pitada a mais do que a casa vale.

4 – A avaliação da casa. Esta questão só se coloca quando pede um empréstimo ao Banco. Esse custo é incluído no valor cobrado nas comissões de concessão de crédito.

5 – Despesas legais. Os custos com a escritura também têm de ser considerados. Normalmente, as pessoas só olham para o valor final da casa e esquecem-se de tudo o resto.

6 – As mudanças também se pagam (como tudo na vida). Imagine que vai viver para outra localidade. A maioria das empresas que se presta a transportar os seus pertences de um lado para o outro cobra logo duas horas à cabeça, mesmo que faça o serviço em meia hora. Conte com 60€ no mínimo. Se o trabalho for tanto que ultrapasse a hora de almoço, saiba que grande parte destas transportadoras cobram essa hora, mesmo que os seus colaboradores vão comer um bitoque à Tasca ao lado da sua nova morada.

7 – Informe-se acerca do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT). Estes incidem sobre o valor patrimonial tributário dos prédios (rústicos, urbanos ou mistos). O IMT na altura da compra e o IMI com base anual regular.

8 – Lembre-se que vai ter de pagar contas. A água, a luz e a electricidade também se fazem pagar. Lá por ter passado anos da sua vida em casa dos pais sem perceber que a água do duche valia ouro, não quer dizer que não se acenda uma luz na sua cabeça e perceba que vai custar na carteira. Vá lá que esta luz é free of charge.

9 – Faça uma estimativa dos pontos anteriores. Agora analise bem. Quer mesmo sair da casa dos papás?

Fonte: iSabe