Enquanto garantem em Lisboa que Portugal adopta programa "duro", Rehn e Strauss Khan enviam gesto aos mais pobres.

Numa declaração conjunta, o comissário Olli Rehn e o presidente do FMI, Dominique Strauss Khan, expressam um "forte apoio" ao pacote adoptado em Lisboa pelo Governo e dizem apoiar claramente a intenção das autoridades em proteger os grupos mais vulneráveis", reconhecendo o "esforço que se pede ao povo português".



As duas organizações querem que o programa, que inclui medidas "duras" nos salários e um aumento do IVA para produtos de grande consumo que gozavam de taxa reduzida, "seja aplicado de forma equilibrada" visto que "um dos objectivos da ajuda externa é reduzir os custos sociais das mudanças económicas".

Estes dois responsáveis notam que "a economia portuguesa vai enfrentar desafios consideráveis e acreditamos que estes passos claros que estão a ser tomados vão permitir que [a economia] volte aos carris". Para isso vai ser necessário "um verdadeiro esforço nacional".

O capítulo da consolidação orçamental "ambiciosa" terá uma trajectória "realista", respeitando o Pacto de Estabilidade até final de 2013, e assim dando tempo para Portugal demonstrar "implementação da sua política" e "restaurar a confiança de mercado".

Concluem renovando a "confiança" que Portugal voltará, "como já o demonstrou muitas vezes na história","estar à altura das responsabilidades".

Fonte: Economico