Olli Rehn considerou hoje, em Estrasburgo, que o apoio a Portugal significa um "virar de página" na crise das dívidas soberanas.

No debate no Parlamento Europeu sobre os últimos desenvolvimentos das crises das dívidas públicas europeias Olli Rehn defendeu que o programa de assistência financeira a Portugal "merece o apoio da UE e do FMI", sendo "justo e necessário", apesar de "exigir o esforço do povo português".





Os problemas que a Grécia tem tido para cumprir o seu programa de reformas acabaram por dominar a discussão dos eurodeputados que assistiram em número reduzido à discussão.

O responsável europeu discordou da ideia de que a estratégia para a Grécia esteja a fracassar e assegurou que a Europa "conseguiu limitar a três países os problemas da divida pública".

"Quando olhamos para os 'spreads' vemos que os problemas da Espanha estão a diminuir", sustentou. Olli Rehn insistiu que a Grécia tem de "avançar" no seu programa de privatizações e pediu a ajuda de todas as forças políticas deste país.

Na sua intervenção final, o comissário europeu rejeitou a possibilidade de uma reestruturação da dívida grega e acusou quem defende esta ideia de "ignorar as suas implicações terríveis". Olli Rehn advertiu que uma reestruturação levaria ao "crash" do sector financeiro grego com consequências imprevisíveis para o resto da economia do país, tendo dado o exemplo do que aconteceu no passado na Argentina e no Chile.

Fonte: Económico