A mesma receita aplica-se ao cenário económico do ano que aí vem, em que a regra para a maioria dos portugueses vai ser esticar ao máximo o orçamento familiar.

Saiba tudo sobre como vai mudar a vida dos portugueses no ano de 2011.



Como se não bastassem as reduções salariais na função pública, o congelamento das pensões e dos ordenados no privado, os cortes nos apoios sociais e as subidas dos impostos, quase tudo vai aumentar de preço. É o caso da alimentação, da água, da luz, do vestuário, dos transportes, da educação e da saúde. Estes gastos pesam quase 80% nas despesas totais das famílias.

Alguns produtos devem respeitar a inflação prevista para 2011, mas há bens que vão subir bem acima dos 2,2%. Conclusão, o rendimento dos consumidores vai diminuir, o que vai obrigar a uma maior ginástica financeira. Pior é impossível? Olhe que não. O BCE ainda pode decidir subir os juros.

Com o próximo ano virá quase uma tempestade perfeita. É verdade que geralmente ano novo implica preços novos, mas além disso, e das reduções salariais, etc., 2011 também vai ficar marcado pela subida taxa do IVA (de 21% para 23%) já a 1 de Janeiro. E a vida dos consumidores poderá tornar-se ainda mais difícil caso os juros e os spreads dos créditos à habitação subam, o que poderá acontecer já nos próximos meses.

Para já, o BCE garantiu que vai manter a taxa de juro de referência em 1%. No entanto, se a entidade liderada por Jean-Claude Trichet alterar este valor, a tempestade sobre os consumidores portugueses será realmente perfeita.

Fonte: isabe