Vanessa Esteves é provedora do cliente da Cetelem. Apesar de trabalhar no mundo financeiro não gosta de investir de forma agressiva.
Ela é responsável pela "qualidade e provedor do cliente" da Cetelem. Vanessa Esteves considera-se uma pessoa moderada e equilibrada na gestão do seu dinheiro e confessa que mesmo que ganhasse o Euromilhões não deixaria de trabalhar. Leia o resto da entrevista do Económico!



Na sua opinião, o que é que o dinheiro não compra?
O dinheiro não compra o que de mais importante as pessoas têm. Valores educacionais, morais, sociais, políticos, financeiros entre outros...

Lembra-se do seu primeiro ordenado? O que fez com ele?
O meu primeiro dinheiro foi ganho muito cedo, quando de uma forma decidida, depois de iniciar um namoro internacional, decidi dar explicações para financiar as minhas viagens aos EUA. Dinheiro bem gasto claro está, que me trouxe um casamento muito feliz. Já o primeiro ordenado a sério, foi ganho na empresa que me tem visto crescer, o Cetelem, e foi parcialmente poupado para aquisição, meses mais tarde, do meu primeiro carro próprio, novo, o primeiro manifesto da idade adulta.

No campo da gestão do dinheiro considera-se uma pessoa poupada ou nem por isso?
Sou uma pessoa moderada e equilibrada, consumo e poupo sempre na justa medida do que preciso e me é possível. Obrigo-me a cada mês a repartir o meu dinheiro dando-lhe objectivos diferentes, tendo sempre a real consciência das minhas despesas.

Se ganhasse o Euromilhões, o que faria?
Não sei bem....não costumo jogar e por isso raramente penso nisso, acredito na sorte que construímos que depende de nós e do nosso trabalho, mas certamente viajaria muito, pelo mundo, zelava por não desvirtuar os meus princípios e enriquecer também o espírito e a mente.

Para si qual é o montante suficiente de dinheiro para deixar de trabalhar?
Acho que nada pagaria a desmotivação que sentiria se parasse. Sinto obrigação de contribuir activamente para a sociedade em que me integro, poderia mudar rotinas, alargar o âmbito de actuação, multiplicar projectos, envolver mais pessoas...mas parar nunca seria uma opção.

Qual foi o melhor investimento que fez?
Os economistas e gestores que me perdoem, mas continuo a acreditar que o melhor investimento ainda é o Imobiliário.

Em que tipo de produtos financeiros aplica as suas poupanças? É conservadora ou gosta de produtos mais arriscados?
Simplesmente, não consumo produtos de poupança arriscados, sei que para alguém que trabalha na banca pode não ser a estratégia mais atractiva mas não suporto incertezas, perdas e arrependimentos, por isso evito-os.

Como escolhe os seus investimentos: É auto-didacta? Ou recebe conselhos de familiares, amigos ou do gestor de conta?
Leio muito, tudo, muitas vezes para compreender o que compro, tenho sempre muitas dúvidas e questões, não tenho qualquer pudor em dizer que não compreendo, seja a quem for, e depois, claro está, recorro a alguns conselhos de familiares e da minha gestora de conta

Qual foi o conselho mais precioso que já recebeu sobre dinheiro?
Da minha querida avó que sempre me disse para gastar apenas o que tenho e que o que poupo não tenho, é uma reserva para dias chuvosos.

O que tem sempre na carteira?
Um terço, que comprei com seis anos, com a minha primeira semanada, no colégio Salesiano de Cascais. E, claro está um cartão de crédito Cetelem Black que me dá descontos em cada utilização.

Fonte: Economico