Empréstimos estão mais difíceis e também há menos procura.

Os tempos do crédito fácil partiram e não se vislumbra quando podem regressar. Todos os dados o confirmam. Agora foi a vez do inquérito trimestral do Banco de Portugal aos bancos nacionais, ontem divulgado. As condições de concessão de crédito foram claramente apertadas nos primeiros meses de 2011, em todos os segmentos, e as instituições de crédito assumem que esta tendência vai agudizar-se ainda mais.



"A contribuir para o aumento da restritividade na concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, estiveram, por um lado, o aumento do custo de capital e restrições de balanço e, por outro, a forte deterioração das expectativas quanto à actividade económica em geral", realçou o Banco de Portugal. Na prática, as maiores dificuldades traduzem-se em maiores custos reflectidos sobre os clientes que pretendem financiamento. Os ‘spreads' subiram, sobretudo nos empréstimos com maior perfil de risco, enquanto os vários tipos de comissões cresceram. Também a maturidade dos créditos está a encurtar-se, como forma de os bancos se protegerem contra a incerteza. No que toca aos particulares, o Banco de Portugal salienta ainda que, para além dos obstáculos anteriores, continua a diminuir o rácio entre o valor dos empréstimos e o valor da garantia, na prática afastando as pessoas do crédito.

Fonte: Economico